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PE Nova Música Entrevista – DJ 440

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Juniani Marzani é pesquisador musical, produtor cultural e mais conhecido como DJ 440. Como já comentamos aqui no blog, ele será uma das atrações da 3ª edição do PE Nova Música Apresenta nesta sexta-feira, dia 28, no Mercado Eufrásio Barbosa. Juniani é uma das figuras mais atuantes no cenário pernambucano, em seu currículo é possível encontrar de participação em prévias de carnaval à trilhas musicais de eventos de moda, além disso, sua parceria com a Red Bull lhe rendeu duas coletâneas, “Brasil do Futuro” (2009) e “Camisa 10” (2010). Hoje, dia 25 de outubro, o DJ 440 se apresenta na Fábrica Bar, em Olinda, na reestreia do projeto Terça do Vinil (aqui você encontra mais detalhes).

O Brasil não é respeitado em diversos aspectos pelo mundo, mas na música não conheço um gringo que não respeite o som da gente. Dos ignorantes aos mais graduados em música.

O que te motivou a atuar como dj e produtor musical?

O amor pela música desde menino foi o principal agente influenciador.  Cresci rodeado de bons LPs e fitas cassete… Além disso, acho que a pessoa é para o que nasce, eu tinha que trabalhar com isso, não teve jeito. Já trabalhei com um monte de coisa na vida, mas nada me dá mais prazer que a música.

Quais as características essenciais de uma música que faz parte da sua mixagem?

A música brasileira é a base do meu trabalho. O Brasil não conhece a música do Brasil e, como nas minhas pesquisas tive o prazer de conhecer um pouco mais a fundo nossa música, sou tão apaixonado por ela. Creio que as pessoas percebem essa paixão e a qualidade de uma música que é do seu país, mas não fazem ideia que existia e curtem. Eu também gosto muito de música latina, a cumbia é um estilo que eu adoro e acho que é um ritmo que tem um pouco do calor do Brasil. É uma safadeza massa!

Na sua opinião, o que diferencia a música brasileira das demais?

A simplicidade e a criatividade. O Brasil não é respeitado em diversos aspectos pelo mundo, mas na música não conheço um gringo que não respeite o som da gente. Dos ignorantes aos mais graduados em música.

Já pensou quais músicas ou artistas estarão presentes no seu setlist dia 28 de outubro? 

Não tenho idéia. Eu discoteco tudo na hora, não monto repertórios “infalíveis” em casa antes…. Cada festa é uma festa! Cada festa é algo único. Nunca mais eu fazer o mesmo set da noite passada… Mas um pouco de samba, de samba-rock e cumbia nunca falta nos meus sets.

Qual a importância do crescimento de eventos como esse, promovido pelo PE Nova Música, para o cenário da música autoral em Pernambuco?

Iniciativas como o PE Nova Música são louvaveis. Esse negócio da rapaziada correr atrás e fazer as produções sem grandes patrocínios e em uma cidade de público um pouco difícil de ir, pagar o ingresso, é bem legal. Espero que ocorram várias e várias edições!

PE Nova Música Entrevista – DJ Bra

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Hoje inauguramos a seção de entrevistas do blog PE Nova Música! Nosso primeiro entrevistado atende pelo nome de DJ Bra quando convidado a tocar em eventos como o PE Nova Música Apresenta, ocorrido dia 5 deste mês, em parceria com o INTERCOM 2011 (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação).

André Braga tem 23 anos, é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco, tem sua própria empresa de tecnologia para internet (Atela) e trabalha em projetos  como o AgendaRecife.com, com mais dois sócios. Além de ter sido convidado a participar de um dos eventos deste projeto, ontem mesmo ele marcava presença nos intervalos das bandas Faringes da Paixão e Novos Bossais, no Burburinho. Próxima sexta, dia 23, o DJ Bra estará novamente no Bar Burburinho ao lado de Faringes e Conjunto Maravilha.

Tanto a pesquisa musical quanto o aperfeiçoamento da técnica é uma atividade ininterrupta, uma evolução a cada dia.

Há quanto tempo é DJ?
Acho que desde que eu me entendo por gente eu gosto de levar música pros cantos. Desde ficar apresentando coisas pros amigos a botar música em festas. Não faz muito tempo, comecei a tocar em eventos abertos com mais frequência, então não sei quando alguém “se transforma” em DJ. Tanto a pesquisa musical quanto o aperfeiçoamento da técnica é uma atividade ininterrupta, uma evolução a cada dia.

Por que começou a atuar como DJ?
Como eu sempre fui muito interessado em música, meus amigos me convidavam para tocar, e aí dava certo. Então eu comecei a estudar sobre o assunto, procurar ferramentas, material, a ver qual era o “estado-da-arte” da coisa e fui me aprofundando. Com o tempo, passei a prestar atenção em coisas que normalmente passariam despercebidas mas que são importantes, e aí eu precebi que estava evoluindo a cada hora que dedicava à prática.

Como seleciona a listagem das músicas?
Sempre faço um setlist do zero para cada lugar que vou tocar. Seleciono um pouco mais do que vou ter de tempo, para já ter um buffer extra, mas é muito normal tocar algo que não estava previsto. Depende muito da energia do local e do público.

Quais suas influências musicais?
Complexo… uma professora que tive no conservatório, quando lhe fiz essa pergunta, me disse que por trabalhar com música, tinha de escutar tudo. E então, até o pagodão tinha influência no seu amadurecimento. Se você me perguntar em que música eu “vidrei” por muito tempo, aí eu digo que nasci escutando Chico Buarque, fui adolescente rockeiro, especialmente grunge (Nirvana, Alice in Chains, Stone Temple Pilots…) e nesse tempo comecei a ter contato com coisas como Radiohead, Bjork, Portisehad, Air, The Cure, New Order, Depeche Mode, e também muito Beatles, Pink Floyd. Daí pra frente, a “influência” se tornou um ser vivo, em vez de um ponto no passado.

Quais estilos gosta de tocar?
Gosto muito de rock, indie rock, dance-rock, “soulful-rock”, funk e new wave. E aí misturo com música brasileira. Muitos DJs que têm essa vertente do rock são puritanos quanto a isso, mas eu gosto de mesclar um pouco, muita coisa boa já foi feita no Brasil.

Como foi chamado para participar da última edição do projeto?
Eu já conhecia o pessoal da organização e eles tinham me visto tocar em outros lugares, aí acharam que combinava com a proposta do PE Nova Música, imagino. É algo que eu acho muito legal da proposta deles, por sinal. Eu estava presente quando um dos organizadores conheceu um dos DJs que tocou em outras edições do projeto, e foi em uma festa pequena onde todo mundo estava curtindo o som dele, pouquíssimas pessoas o conheciam até então. É muito importante “desenterrar” o que está sendo produzido aqui perto de nós.

Como avaliou a sua participação e a do público?
Muito positiva. Principalmente porque eu não conhecia o público, já que essa edição era para pessoas de vários lugares do país e eu não tinha ideia do que elas mesmas esperavam. Gente daqui mesmo de Recife e de outros estados vieram falar comigo com feedbacks positivos, foi bem gratificante.

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