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Arquivo do autor:walvasconcelos

A Música Como Profissão

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Poucos sabem, mas no dia 22 de novembro será comemorado o dia do músico. Infelizmente no Brasil a música é tratada como um hobby, ou ainda como um meio de sobreviver e não como uma profissão. Mas como alguém descobre que quer ser músico? A música para muitos vai além de um hobby, é apaixonante, é parte essencial da vida, é um casamento que dura para a vida toda e que exige uma grande dedicação.

Alguns desde crianças já nascem com um grande talento para essa arte como a Cristal (uma garota que aos 10 anos de idade ganhou os prêmios de melhor pianista e artista revelação do Conservatório Pernambucano de Música – como pode ser conferido no vídeo a seguir), outros porém necessitam de mais tempo para desenvolver esse dom. Para ser músico não basta saber tocar Faroeste Cabloco e algumas outras músicas de Legião Urbana, tem que compor, criar as melodias e ler partituras, além de se especializar, seja nos conservatórios de músicas e/ou nas universidades.  A Universidade Federal de Pernambuco, por exemplo, oferece curso de graduação em Bacharelado em Instrumento, Bacharelado em Canto e Licenciatura em Música e Etnomusicologia para aqueles que desejam se especializar. Também existem os músicos que apenas com seu dom encantam e fazem da música algo simples.

Apesar de ser um mercado bastante exigente, as perspectivas de carreira são inúmeras. As pessoas que optam por essa profissão podem atuar no rádio, televisão, teatro, cinema, agências de publicidade (com a produção de jingles, trilha sonora e linguagem musical computadorizada), como instrumentista e arranjador,  na carreira erudita nas áreas instrumental, de composição e de regência e vocal. Além de tocar em bandas (o campo mais conhecido pelo público).

A música como profissão é levada tão a sério que a mesma foi regulamentada no dia 22 de dezembro de 1996 por meio do decreto 3857. Para que uma pessoa diplomada possa lecionar é necessário obter o registro junto à Ordem dos Músicos do Brasil (uma entidade que tem por objetivo regularizar e fiscalizar a profissão de músico no Brasil).

Porém, viver da música não é tão simples quanto parece. Em cidades como o Recife, sobreviver é uma luta diária. Inicialmente por falta de espaço no mercado fonográfico, dominado por grandes produtoras e produtores, posteriormente pela dificuldade de realizações de shows que atraiam o grande público.

Bandas com belas músicas e sons que encantam a todos que ouvem como A Caravana do DelírioA Banda de Joseph TourtonEpcosMamelungosTagore entre outras para tocarem para o grande público e lançarem seus discos dependem de projetos do governo e de produtores com um bom “conhecimento” do mercado. Infelizmente, pouco se investe nesses novos talentos. Por essa falta de incentivo, muitas bandas tem que sair dos seus estados de origem para ter uma possibilidade de sucesso, pois, é no eixo Rio-São Paulo que estão concentrados as possibilidades de “reconhecimento” nacional. A Banda Mombojó é um exemplo dessa migração. Há 10 anos formada, eles estão desde 2008 morando na cidade de São Paulo.

Esses são apenas alguns pontos da realidade vivenciada por boa parte dos que decidem enveredar nessa profissão. Pouco se fala das artes como uma profissão. Para muitos, esse é apenas um meio de vida. Infelizmente uma grande parcela da população não aprendeu a valorizar as pessoas que sobrevivem dessa arte.

PE NOVA MÚSICA APRESENTA – EPCOS

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Voltamos a falar do PE Nova Música Apresenta, sua segunda edição ocorreu no dia 7 de agosto desse ano. Com um som que mistura a música instrumental, o rock, um pouco de música regional e outros sons que inspiram os compositores, a banda Epcos foi uma das atrações dessa edição do PE Nova Música Apresenta.

A Epcos foi fundada em 2009. Todos os integrantes são jovens instrumentistas que tiveram contato com a música desde a adolescência e que têm como princípio a liberdade de influência musical. A banda é composta por Rodrigo Correia (Bateria); João Vitor Souza (Guitarra) e Thiago Correia (Contra-Baixo Elétrico)

Nesses 3 anos de estrada, o trio pernambucano já teve um a indicação na revista Poeira Zine (no mês de março de 2010), além de ter vencido o I festival de Artes da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.

No dia 17 de julho, a banda fez uma apresentação no Auditório da Livraria Cultura (vídeo abaixo). Neste mês de setembro, o trio fez um “tour” pelo estado de São Paulo apresentando-se nos festivais: 12° Hadcore na Cidade e Domingo na Casa; e na casas de show: Quarta Dimensão, Taberna Dharma Rock Bar, Fora do Eixo, o bar Shiva.

Atualmente, o trio está participando do concurso de bandas do portal da Universia. Ainda dá tempo de votar! (clique aqui)

Para quem gostou da banda e quer conhecer um pouco mais sobre o cotidiano do trio pernambucano, pode acompanhá-los no seu blog Expresso Dinamite ou ainda pelo Myspace / Facebook / Twitter.

Revista Continente: Proteger ou não as manifestações culturais tradicionais?

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Resolvemos trazer ao blog a possibilidade de expor temas e reportagens relacionadas à música e cultura! No nosso primeiro post sobre o tema, trazemos  um assunto polêmico e pouco debatido, que diz respeito ao fato do poder público realizar o financiamento de manifestações culturais tradicionais.

Em entrevista concedida à revista Continente, o tradutor Pedro Sette (RJ) e  o produtor cultural Roger de Renor (PE) expõem opiniões completamente opostas.

Para o primeiro, o Estado não deve ser patrocinador de manifestações culturais. Em linhas gerais, o principal argumento utilizado por Pedro Sette é que o dinheiro público não deve ser utilizado para promover o interesse de um grupo restrito da população e que nenhum cidadão deve arcar com o custo de algo que ele não gosta ou não acredita ou não se identifica.

Já para Roger de Renor,  o Estado não deve ser paternalista, mas sim garantir ao povo o acesso aos seus bens culturais. O produtor também defende uma política pública que dê oportunidade a todos os tipos de manifestações culturais, para assim criar mecanismos que evitem a concentração das produções dese gênero nas  “mãos de alguns escolhidos” evitando assim, segundo Roger, verdadeiras chacinas culturais em nome da lógica de consumo desenfreado.

É notório que a verba pública, proveniente dos nossos impostos, não deve servir aos interesses de um indivíduo ou de um grupo restrito. Porém, promoção, resgate e conservação desse bem nacional não pode ser visto dessa forma, a própria constituição brasileira em seu Art. 215 garante o seu pleno exercício.

Um bom exemplo da atuação do Estado para a promoção da cultura é o projeto dos Pontos de Cultura. Espalhado por todo o Brasil, esse projeto objetiva a preservação da cultura local, que muitas vezes é negligenciada, ou até mesmo quase extinta.

E você, o que opina sobre o assunto?

Texto elaborado pela Equipe do Blog PE Nova Música

Reviver a História: 1° Abril pro Rock

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É época de festivais, é época de Rock in Rio! Mas não comentaremos sobre isso por aqui, aproveitaremos a deixa para falarmos sobre um festival que nasceu em solo pernambucano e entrou para o cenário musical nacional alcançando o reconhecimento do público, 0 Abril pro Rock.

Sua primeira edição ocorreu em 1993, em sintonia com a explosão do movimento manguebeat, no antigo Circo Maluco Beleza, e contou com a participação de 12 bandas locais mais a apresentação do Maracatu Nação Pernambuco. Foi apenas um domingo de shows e o público chegou a aproximadamente mil e quinhentas pessoas.

O intuito do produtor e idealizador do evento, Paulo André Pires, era e continua sendo apostar em propostas inéditas, daquela edição inicial destacam-se as participações de Lula Côrtes & Má Companhia, Mundo Livre S/A e Chico Science & Nação Zumbi. Agora, graças a esta postagem no Youtube, podemos conferir quase 10 minutos da apresentação de Chico Science e Nação Zumbi, reparem na animação do público e no Otto , ali na percussão.

Ao longo do tempo, o festival  atravessou dificuldades com relação à patrocínio, no entanto, conseguiu contornar isso da melhor forma, tanto que passou a ser realizado em 3 dias, mudou de endereço para comportar um público bem maior e ganhou edições em São paulo e Rio de Janeiro. Até seu slogan inicial “Vá mesmo sem conhecer todas as bandas. Elas não conhecem você e vão” hoje não faz mais tanto sentido se olharmos atentamente para a lista de atrações que também revela grandes nomes nacionais e internacionais da música, em diversos gêneros.

Dezesseis anos da história do Abril pro Rock são contados no documentário “Fora do Eixo” (2008), narrado pelo produtor do festival. O curta, dirigido e produzido por Ricardo Amoêdo, Everson Teixeira e Júlio Neto, trata da evolução do festival, suas dificuldades e êxitos, mostra um pouco dos shows e traz algumas curiosidades. Confira esse incrível trabalho logo abaixo.

Expectativa não falta para a vigésima edição do Abril pro Rock em 2012! E para esse festival, você vai?

Texto elaborado pela Equipe do Blog PE Nova Música

PE Nova Música Convida – Roger de Renor

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Roger de Renor, figura marcante da cutura pernambucana

Voltamos a falar sobre o PE Nova Música Convida, evento que aconteceu dia 26 de agosto no bar Burburinho, para comentar a trajetória e trabalho de Roger de Renor, figura emblemática do Movimento Manguebeat.

Roger é pernambucano, filho de mãe potiguar e pai alagoano. Em sua trajetória, o que não falta são histórias, de dono de bar a comunicador, o nome Roger de Renor esta fortemente associado à cena cultural de Pernambuco.

Em entrevista à rádio BBC (vídeo abaixo), Roger fala um pouco sobre o bar, Soparia, que ficou bastante conhecido na região metropolitana do Recife por ter sido ponto de encontro e de divulgação de festas (papel de grande importância em uma época em que não existia rede social na internet).  Lá as pessoas se encontravam para divulgar e comentar sobre as festas que aconteciam na cidade, também era um local para bandas e grupos artísticos de todos os estilos e tamanhos realizarem suas apresentações.

Como comunicador, Roger participou e participa de programas que tratam da cultura de Pernambuco e do Brasil. Em rede Nacional, no programa Som Na Rural, na TV Brasil, Roger convida o entrevistado a dar uma volta em uma Rural (carro da década de 40) e termina a entrevista em uma praça, parque ou rua onde o artista faz um pequeno show.  Na TV local, Roger inicia sua trajetória com o programa Sopa da Cidade (que chegou a transmitir ao vivo o  Abril pro Rock). Em 2002, estréia o Som da Sopa, na TV Universitária da UFPE, e em 2004, o Sopa Diário. Não podemos esquecer do Sopa de Auditório, transmitido ao vivo pela TV Universitária, gravado na Torre Malakoff. Em todos os seus programas Roger abre espaço para diretores e produtores do áudio visual, além de bandas independentes e representantes da cultura de Pernambuco.

No rádio, Roger começou com o programa Cidade de Andada (transmitido de algum ponto da cidade) onde ele interagia com uma banda convidada e com o público do local. Atualmente, Roger tem um programa na rádio Oi Fm, também chamado Sopa. Você pode ouvir aos programas na íntegra clicando aqui.

Além de continuar ativo no cenário cultural de Pernambuco, Roger de Renor é Gerente Geral da Tv Pernambuco, a TV pública do estado (que possui canal no Youtube, para assistir, clique aqui).

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