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Arquivo do autor:Júlia Menezes

Com o pé no carnaval de Pernambuco

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O blog do PE Nova Música inicia o ano de 2012 com uma ótima notícia! Artistas, bandas, orquestras e agremiações carnavalescas de Pernambuco ganharam a oportunidade de se inscreverem para fazerem parte da programação oficial do Governo do Estado para o Carnaval.

Ontem, dia 17 de janeiro, foi lançada a Convocatória para o Carnaval 2012, esse processo visa garantir que os artistas locais sejam apreciados pelo público do Estado e pelos turistas que nos visitam, e assim promover a valorização de nossa cultura. No entanto, de forma democrática e transparente, é dada a oportunidade de artistas e produtores culturais de todo o país apresentarem suas propostas nas seguintes modalidades: Atração Nacional, Atração Estadual, Cortejos Carnavalescos e Orquestras Itinerantes de Frevo.

Após a inscrição, haverá a seleção das propostas por uma comissão formada por integrantes das Secretarias de Cultura, do Turismo e da Casa Civil do Estado. Os artistas incluídos na grade de atrações serão distribuídos de acordo com o perfil cultural de cada cidade polo.

O período de inscrição vai de 18 a 25 de janeiro, conforme edital presente nos sites da Setur e da Fundarpe. As inscrições serão feitas no saguão do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, das 09 às 18 horas. Sábado e domingo, das 9 às 13h. Maiores informações: (81) 3184-3110.

A musicalidade de Pernambuco no Geleia do Rock

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O Geleia do Rock é um programa do canal pago Multishow, com o objetivo de reunir jovens músicos do país inteiro para, dentro do estúdio Toca do Bandido, aprimorarem suas técnicas e ainda participarem de um show ao final do reality. O apresentador Beto Lee e o produtor artístico Jorge Davidson são como mentores para os participantes, dão valiosas dicas e convidam músicos famosos para  participações especiais. O vídeo abaixo mostra o início do programa em 2009.

Ano passado, na sua segunda edição, John Donovan (Johnny Hoocker e Candeias Rock Club) e Matheus Torreão (A Caravana do Delírio) chegaram à final e integram as duas bandas vencedoras do programa, Johnny and the Hookers e Os Gutembergs, respectivamente, lembrando que ambos já estiveram presentes em edições do Projeto PE Nova Música (para saber mais clique aqui). A decisão pela existência de duas bandas ganhadoras tornou 10, dos 16 participantes, vencedores com direito a produção e exibição de um show e presença garantida na festa do Prêmio Multishow.Os vídeos a seguir mostram um pouco do show das duas bandas formadas pelo programa em 2010.

Esse ano, três pernambucanos participaram da terceira edição do programa, o vocalista Hercio Gouveia, o baixista Magno Brito e o baterista Zé Martins. Hercio Gouveia foi o último a entrar no reality por escolha do público, natural de Garanhuns, ele já havia lançado o álbum “Hercinho e as coisas simples da vida”  em janeiro deste ano e define seu som como uma mistura de reggae, bossa nova, samba e música regional. Magno Brito integrava a banda recifense Ciranda de Maluco, depois da participação no programa resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro e se apresentar com a banda TAI junto aos seus colegas de reality. José Martins já tocou nas bandas Amusia e Ciranda de Maluco no Recife, no Geleia do Rock assumiu a bateria da banda vencedora Theremin, que teve seu show exibido dia 27 de outubro no canal.

Acreditamos que a participação desses músicos em um programa de alcance nacional é uma demonstração clara de que Pernambuco é um terreno fértil para a criatividade e a arte no campo da música. Estamos sempre torcendo pela valorização e reconhecimento de talentos como esses dentro e fora do estado!

Música: negócio ou inspiração?

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“Como mensurar o valor de uma composição?”, essa é uma das dúvidas dos envolvidos no ramo musical e somente esse questionamento traz à tona uma série de questões relacionadas ao empreendedorismo no ramo musical, uma delas é sobre a arrecadação e distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras.

No Brasil, a instituição responsável pelo controle dessas operações é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), uma sociedade civil, de natureza privada, mantida pela atual Lei de Direitos Autorais brasileira 9.610/98 e cuja a administração é composta por nove associações de música. O direito autoral é definido pelo Escritório como “um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos benefícios morais e intelectuais resultantes da exploração de suas criações”.

Ultimamente, a entidade tem enfrentado dificuldades em relação ao controle das informações devido ao aumento significativo no volume do banco de dados. Com o intuito de agilizar o repasse aos compositores, intérpretes e músicos, a parceria entre o ECAD e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) deu origem a uma nova ferramenta, a CIA Rádio, um sistema de geração da amostragem de músicas captadas nas rádios por meio do reconhecimento da frequência sonora, que grava 24 horas por dia, em funcionamento em boa parte das emissoras das capitais brasileiras.

Esse processo, quando implementado em todo o país, também auxiliará a combater o problema da inadimplência de emissoras de rádios, pois ao fornecer o levantamento da programação, os artistas serão informados sobre a quantia que estão deixando de receber. Ano passado, o ECAD afirmou não ter obtido o repasse de R$ 33,6 milhões de reais provenientes das músicas executadas nas rádios, consequentemente, isso prejudicou os titulares dos direitos. São muitos os casos de artistas que se sentem lesados e afirmam que a instituição muitas vezes privilegia as  editoras e gravadoras em detrimento dos autores, e ao invés de cumprirem a função reguladora, acabam prejudicando-os.

Quando os artistas não recebem o valor devido pela execução de sua música, sobre quem recai a culpa? A reação imediata é culpar a entidade responsável por esse repasse, no entanto, o ECAD reforça em nota de esclarecimento que o desrespeito parte dos grandes usuários, que vão desde produtoras e casas de eventos à emissoras de rádio e TV, “que além de não pagarem pelos direitos de execução pública, também desrespeitam outro direito previsto em lei que é o de divulgar os nomes dos autores após a execução das obras musicais”. Do outro lado, as acusações ao ECAD já geraram CPI e audiências públicas para investigar supostas irregularidades no processo de arrecadação e distribuição de verbas de direito autoral pela entidade.

A função principal do Projeto PE Nova Música é valorizar a criatividade dos artistas por meio da realização de eventos para divulgar seus trabalhos, e assim contribuir para a consolidação do cenário atual da música autoral em Pernambuco. Dessa forma, acreditamos que, apesar do valor imensurável que uma canção pode representar para nós ouvintes, o repasse efetivo do valor arrecadado com a execução da música é de fundamental importância para o artista que a compõe. Um recurso de controle mais eficiente já foi criado, resta agora utilizá-lo de forma eficaz e justa para todos os envolvidos.

Texto elaborado pela Equipe do Blog PE Nova Música

PE Nova Música Apresenta: Caravana do Delírio + Dj Bra

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Tá achando que domingo que vem você ficará de bobeira em casa? De jeito nenhum! Pelo menos não há motivos pra isso, já que tem evento do PE Nova Música marcado para você começar bem a próxima semana. A Caravana do Delírio e o Dj Bra são as atrações musicais do evento que começa às 15h, às margens do Rio Capibaribe.

 

 

Quando? 6 de novembro, às 15h.

Quanto? $10.

Onde? Capibar.

Para confirmar sua presença, clique aqui.

Eu fui! – PE Nova Música Apresenta: A Nave, Bande Dessinée, Mamelungos e DJ 440

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Inauguramos agora mais uma seção do blog, chama-se “Eu fui!”. Nela, os componentes do blog tentarão transpor um pouco da sua experiência nos eventos do PE Nova Música para os leitores. Hoje, eu (Júlia) terei a alegria de escrever um pouco sobre o evento ocorrido na última sexta-feira, dia 28 de outubro, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda.

Essa edição do projeto foi sobre sentir a música, apreciá-la e brincar com sons. Foram quatro atrações com composições que chamam atenção pela diversidade de influências em seus ritmos, letras e idiomas.

DJ 440 garantiu seu setlist brasileiríssimo e também flertou com o ritmo latino da cumbia, foi diversão certa antes e durante as apresentações das bandas. Sua discotecagem era feita diretamente de um carro nada comum, um modelo exclusivo da Redbull que chamava atenção pela aparelhagem de dj e o monitor que reproduzia imagens de campeonatos de esportes e festas.

A banda A Nave foi a primeira da noite e foi a primeira apresentação em Pernambuco, eles tocaram as cinco músicas do EP lançado este ano e incluíram mais outras ao repertório, com direito a participação especial de Ylana Queiroga. O encerramento do show foi com o verso “vocês são Sonhos de Valsa e nós somos Serenatas de Amor” e o vocalista e pianista Lula mandando (o que eu acredito que fossem) vibrações positivas para o público presente.

A Bande Dessiné foi a segunda a se apresentar, o show foi o lançamento do CD “Sinée Qua Non”, mas além do conteúdo do álbum multilinguístico, a banda ainda executou sua própria versão da música “Cha Cha Cha du Loup”, de Serge Gainsbourg. Simplesmente não dava pra ficar parado!

Mamelungos subiu ao palco com o conteúdo do CD “De Recife” e, como prometido, a nova canção “Varanda” foi uma das músicas incluídas ao repertório, e o público aprovou. Harmonia de instrumentos e um belo entrosamento entre os integrantes são aspectos marcantes da apresentação da banda.

Eu adorei os shows! Se você também esteve por lá, não deixe de comentar o que achou. Mas, se ainda não teve a chance de ir a um evento do PE Nova Música, fique ligado no blog, logo traremos novidades!

PE Nova Música Entrevista – DJ 440

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Juniani Marzani é pesquisador musical, produtor cultural e mais conhecido como DJ 440. Como já comentamos aqui no blog, ele será uma das atrações da 3ª edição do PE Nova Música Apresenta nesta sexta-feira, dia 28, no Mercado Eufrásio Barbosa. Juniani é uma das figuras mais atuantes no cenário pernambucano, em seu currículo é possível encontrar de participação em prévias de carnaval à trilhas musicais de eventos de moda, além disso, sua parceria com a Red Bull lhe rendeu duas coletâneas, “Brasil do Futuro” (2009) e “Camisa 10” (2010). Hoje, dia 25 de outubro, o DJ 440 se apresenta na Fábrica Bar, em Olinda, na reestreia do projeto Terça do Vinil (aqui você encontra mais detalhes).

O Brasil não é respeitado em diversos aspectos pelo mundo, mas na música não conheço um gringo que não respeite o som da gente. Dos ignorantes aos mais graduados em música.

O que te motivou a atuar como dj e produtor musical?

O amor pela música desde menino foi o principal agente influenciador.  Cresci rodeado de bons LPs e fitas cassete… Além disso, acho que a pessoa é para o que nasce, eu tinha que trabalhar com isso, não teve jeito. Já trabalhei com um monte de coisa na vida, mas nada me dá mais prazer que a música.

Quais as características essenciais de uma música que faz parte da sua mixagem?

A música brasileira é a base do meu trabalho. O Brasil não conhece a música do Brasil e, como nas minhas pesquisas tive o prazer de conhecer um pouco mais a fundo nossa música, sou tão apaixonado por ela. Creio que as pessoas percebem essa paixão e a qualidade de uma música que é do seu país, mas não fazem ideia que existia e curtem. Eu também gosto muito de música latina, a cumbia é um estilo que eu adoro e acho que é um ritmo que tem um pouco do calor do Brasil. É uma safadeza massa!

Na sua opinião, o que diferencia a música brasileira das demais?

A simplicidade e a criatividade. O Brasil não é respeitado em diversos aspectos pelo mundo, mas na música não conheço um gringo que não respeite o som da gente. Dos ignorantes aos mais graduados em música.

Já pensou quais músicas ou artistas estarão presentes no seu setlist dia 28 de outubro? 

Não tenho idéia. Eu discoteco tudo na hora, não monto repertórios “infalíveis” em casa antes…. Cada festa é uma festa! Cada festa é algo único. Nunca mais eu fazer o mesmo set da noite passada… Mas um pouco de samba, de samba-rock e cumbia nunca falta nos meus sets.

Qual a importância do crescimento de eventos como esse, promovido pelo PE Nova Música, para o cenário da música autoral em Pernambuco?

Iniciativas como o PE Nova Música são louvaveis. Esse negócio da rapaziada correr atrás e fazer as produções sem grandes patrocínios e em uma cidade de público um pouco difícil de ir, pagar o ingresso, é bem legal. Espero que ocorram várias e várias edições!

PE NOVA MÚSICA APRESENTA – 3ª EDIÇÃO

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Está confirmado o mais novo evento do Projeto Pernambuco Nova Música! O som fica por conta das bandas Mamelungos, Bande Dessinée (lançando seu CD “Sinée Qua Non”), A Nave (com show de estreia em Recife) e o DJ 440. A 3ª edição do PE Nova Música Apresenta conta com o apoio da Épura – Gráfica digital e do site Agenda Recife. Fiquem ligados no blog para saber mais detalhes e conhecer um pouco mais sobre as atrações!

Quando? 28 de outubro, às 22h.

Quanto? R$ 15 (antecipado nas TEMAKERIAS GO! de Boa Viagem e Aflitos) e R$ 20 (na bilheteria)

Contatos:

penovamusica@gmail.com

Tel.: (81) 8886.0990 – Pedro / (81) 9225.8041 – Beto / (81) 9446.7229 – Arthur / (81) 8823.0101

Onde? Mercado Eufrásio Barbosa

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