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Reduto de bambas em Pernambuco

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Poucos brasileiros precisam mais do que amigos reunidos e muito samba para  ser feliz.  A receita, com um toque a mais de profissionalismo, é o que dá a vida à Mesa de Samba Autoral, um reduto do ritmo na terra suassuna. Os vértices principais do grupo chamam-se Paulo Perdigão, Selma do Samba, Rui Ribeiro e Tadeu Jr, que fazem coquetéis de samba de breque e de raiz misturados ao afoxé e maracatu. Na roda, entram instrumentos de sopro, banjo, cavaco, violões e bandolim.

Como já previsto no nome, a melhor novidade é que a roda faz questão de valorizar as composições próprias.  O coletivo de samba, na verdade, sucedeu ao Movimento dos Compositores de Samba em Pernambuco, que, além de ser uma corrente disposta a divulgar novas produções, pretendia ser uma alternativa  em meio a hegemonia do pagode em solo pernambucano.

 

O Movimento acabou  sendo especialista em descobrir muitos bambas do samba do Estado, a maioria desconhecidos pelos leigos, mas que tinham o pé fincado nas Escolas de Samba locais e nacionais. Famoso por agregar artistas, o grupo viu muitos talentos cantarem junto à roda. Foi aí, nessa mania de cantar em conjunto que a Mesa de Samba Autoral ganhou nome e padroeiro: São Jorge. O santo emblema da batalha contra o dragão das adversidades nunca é esquecido quando os sambistas se encontram.

Durante os cinco anos de vida, a roda vem promovendo ensaios e apresentações regulares, reciclagem de alguns participantes e parcerias com grupos e solistas. O coletivo não é assim caracterizado por acaso: todas as decisões são tomadas em conjunto, tendo sempre como norte principal a bandeira da defesa dos compositores da terra.

A roda é, pois, um grande exemplo que o samba ainda é a linguagem que conecta os vários setores sociais, a alma da comunidade e a referência da independência local.

Para ouvir: Mesa de Samba Autoral no Oi Novo Som

Blog do Coletivo: Mesadesambaautoral.blogspot.com.br

Facebook: Mesa de Samba no Face

Produtora: Dani Bastos |  81 9133.3571 | danibastos30@gmail.com

 

Zé Manoel e toda sua brasilidade no Teatro Santo Isabel

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Para quem gosta de boa música e conhecer coisas novas, aqui vai uma excelente dica para o final de semana e, também, para adicionar aos favoritos na setlist individual. É o pernambucano Zé Manoel, que traz um trejeito flertado com o soul, mas um alma completamente brasileira. Quem ouve essa voz, certamente não a esquece.

Para os que já o conheciam, certamente estão inclinados a prestigiar o cantor no Teatro Santa Isabel, amanhã (5), no lançamento de seu cd.

O artista traz na mala, desde Petrolina, quando aprendeu a ser pianista aos 11 anos, referências como Ernesto Nazareth, Tom Jobim, Chico Buarque, Zequinha Abreu e Dorival Caymmi. Dá pra notar.

Mais uma “palinha” do cantor:

Sol das lavadeiras

Fantasia de um alecrim dourado

Samba tem

Acabou-se assim

Curtiu? Dá uma sacada no site, no myspace do artista e se delicie:

http://zemanoel.com.br/

http://www.myspace.com/zemanoel/music/songs/sol-das-lavadeiras-40-ze-manoel-e-mavi-pugliesi-41-81687749

– Show de Zé Manoel  amanhã, às 21h, no Teatro de Santa Isabel (Pç. da República, Santo Antônio). Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), à venda no local do evento, Bogart Café e Passadisco. Fone: 33553322.

Com o pé no carnaval de Pernambuco

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O blog do PE Nova Música inicia o ano de 2012 com uma ótima notícia! Artistas, bandas, orquestras e agremiações carnavalescas de Pernambuco ganharam a oportunidade de se inscreverem para fazerem parte da programação oficial do Governo do Estado para o Carnaval.

Ontem, dia 17 de janeiro, foi lançada a Convocatória para o Carnaval 2012, esse processo visa garantir que os artistas locais sejam apreciados pelo público do Estado e pelos turistas que nos visitam, e assim promover a valorização de nossa cultura. No entanto, de forma democrática e transparente, é dada a oportunidade de artistas e produtores culturais de todo o país apresentarem suas propostas nas seguintes modalidades: Atração Nacional, Atração Estadual, Cortejos Carnavalescos e Orquestras Itinerantes de Frevo.

Após a inscrição, haverá a seleção das propostas por uma comissão formada por integrantes das Secretarias de Cultura, do Turismo e da Casa Civil do Estado. Os artistas incluídos na grade de atrações serão distribuídos de acordo com o perfil cultural de cada cidade polo.

O período de inscrição vai de 18 a 25 de janeiro, conforme edital presente nos sites da Setur e da Fundarpe. As inscrições serão feitas no saguão do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, das 09 às 18 horas. Sábado e domingo, das 9 às 13h. Maiores informações: (81) 3184-3110.

A musicalidade de Pernambuco no Geleia do Rock

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O Geleia do Rock é um programa do canal pago Multishow, com o objetivo de reunir jovens músicos do país inteiro para, dentro do estúdio Toca do Bandido, aprimorarem suas técnicas e ainda participarem de um show ao final do reality. O apresentador Beto Lee e o produtor artístico Jorge Davidson são como mentores para os participantes, dão valiosas dicas e convidam músicos famosos para  participações especiais. O vídeo abaixo mostra o início do programa em 2009.

Ano passado, na sua segunda edição, John Donovan (Johnny Hoocker e Candeias Rock Club) e Matheus Torreão (A Caravana do Delírio) chegaram à final e integram as duas bandas vencedoras do programa, Johnny and the Hookers e Os Gutembergs, respectivamente, lembrando que ambos já estiveram presentes em edições do Projeto PE Nova Música (para saber mais clique aqui). A decisão pela existência de duas bandas ganhadoras tornou 10, dos 16 participantes, vencedores com direito a produção e exibição de um show e presença garantida na festa do Prêmio Multishow.Os vídeos a seguir mostram um pouco do show das duas bandas formadas pelo programa em 2010.

Esse ano, três pernambucanos participaram da terceira edição do programa, o vocalista Hercio Gouveia, o baixista Magno Brito e o baterista Zé Martins. Hercio Gouveia foi o último a entrar no reality por escolha do público, natural de Garanhuns, ele já havia lançado o álbum “Hercinho e as coisas simples da vida”  em janeiro deste ano e define seu som como uma mistura de reggae, bossa nova, samba e música regional. Magno Brito integrava a banda recifense Ciranda de Maluco, depois da participação no programa resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro e se apresentar com a banda TAI junto aos seus colegas de reality. José Martins já tocou nas bandas Amusia e Ciranda de Maluco no Recife, no Geleia do Rock assumiu a bateria da banda vencedora Theremin, que teve seu show exibido dia 27 de outubro no canal.

Acreditamos que a participação desses músicos em um programa de alcance nacional é uma demonstração clara de que Pernambuco é um terreno fértil para a criatividade e a arte no campo da música. Estamos sempre torcendo pela valorização e reconhecimento de talentos como esses dentro e fora do estado!

Aniversário de 1 ano do PE Nova Música

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Um ano… quantas coisas aconteceram, quantos ministros caíram, quantos artistas morreram e renasceram para a música…

Ao final de 2011 temos um evento para comemorar o sucesso, e parabenizar o principal palco da música autoral em Pernambuco, o PROJETO PE NOVA MÚSICA,  completa um ano e convida a todos com a presença confirmada da Banda A Praça, Igor de Carvalho, Alcova Rubra e Dj Bra.

Um ano de PENOVAMUSICA

Quando? 11 de dezembro, às 14h.

Quanto? $10.

Onde? Casa Verde (Antigo Comitê do Partido Verde, próximo ao RM Express) – Rua Álvares de Azevedo, 1314, Recife

PROMOÇÃO: Os 100 primeiros a comprar seus ingressos antecipados ganham uma dose de graça para comemorar o Aniversário do PE Nova Música – Ano I com a Santa Dose! Ingressos a venda ema venda em: www.eventick.com.br/penovamusica. Corram e garantam seus primeiros “bons drinks”!

A Música Como Profissão

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Poucos sabem, mas no dia 22 de novembro será comemorado o dia do músico. Infelizmente no Brasil a música é tratada como um hobby, ou ainda como um meio de sobreviver e não como uma profissão. Mas como alguém descobre que quer ser músico? A música para muitos vai além de um hobby, é apaixonante, é parte essencial da vida, é um casamento que dura para a vida toda e que exige uma grande dedicação.

Alguns desde crianças já nascem com um grande talento para essa arte como a Cristal (uma garota que aos 10 anos de idade ganhou os prêmios de melhor pianista e artista revelação do Conservatório Pernambucano de Música – como pode ser conferido no vídeo a seguir), outros porém necessitam de mais tempo para desenvolver esse dom. Para ser músico não basta saber tocar Faroeste Cabloco e algumas outras músicas de Legião Urbana, tem que compor, criar as melodias e ler partituras, além de se especializar, seja nos conservatórios de músicas e/ou nas universidades.  A Universidade Federal de Pernambuco, por exemplo, oferece curso de graduação em Bacharelado em Instrumento, Bacharelado em Canto e Licenciatura em Música e Etnomusicologia para aqueles que desejam se especializar. Também existem os músicos que apenas com seu dom encantam e fazem da música algo simples.

Apesar de ser um mercado bastante exigente, as perspectivas de carreira são inúmeras. As pessoas que optam por essa profissão podem atuar no rádio, televisão, teatro, cinema, agências de publicidade (com a produção de jingles, trilha sonora e linguagem musical computadorizada), como instrumentista e arranjador,  na carreira erudita nas áreas instrumental, de composição e de regência e vocal. Além de tocar em bandas (o campo mais conhecido pelo público).

A música como profissão é levada tão a sério que a mesma foi regulamentada no dia 22 de dezembro de 1996 por meio do decreto 3857. Para que uma pessoa diplomada possa lecionar é necessário obter o registro junto à Ordem dos Músicos do Brasil (uma entidade que tem por objetivo regularizar e fiscalizar a profissão de músico no Brasil).

Porém, viver da música não é tão simples quanto parece. Em cidades como o Recife, sobreviver é uma luta diária. Inicialmente por falta de espaço no mercado fonográfico, dominado por grandes produtoras e produtores, posteriormente pela dificuldade de realizações de shows que atraiam o grande público.

Bandas com belas músicas e sons que encantam a todos que ouvem como A Caravana do DelírioA Banda de Joseph TourtonEpcosMamelungosTagore entre outras para tocarem para o grande público e lançarem seus discos dependem de projetos do governo e de produtores com um bom “conhecimento” do mercado. Infelizmente, pouco se investe nesses novos talentos. Por essa falta de incentivo, muitas bandas tem que sair dos seus estados de origem para ter uma possibilidade de sucesso, pois, é no eixo Rio-São Paulo que estão concentrados as possibilidades de “reconhecimento” nacional. A Banda Mombojó é um exemplo dessa migração. Há 10 anos formada, eles estão desde 2008 morando na cidade de São Paulo.

Esses são apenas alguns pontos da realidade vivenciada por boa parte dos que decidem enveredar nessa profissão. Pouco se fala das artes como uma profissão. Para muitos, esse é apenas um meio de vida. Infelizmente uma grande parcela da população não aprendeu a valorizar as pessoas que sobrevivem dessa arte.

Música: negócio ou inspiração?

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“Como mensurar o valor de uma composição?”, essa é uma das dúvidas dos envolvidos no ramo musical e somente esse questionamento traz à tona uma série de questões relacionadas ao empreendedorismo no ramo musical, uma delas é sobre a arrecadação e distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras.

No Brasil, a instituição responsável pelo controle dessas operações é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), uma sociedade civil, de natureza privada, mantida pela atual Lei de Direitos Autorais brasileira 9.610/98 e cuja a administração é composta por nove associações de música. O direito autoral é definido pelo Escritório como “um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos benefícios morais e intelectuais resultantes da exploração de suas criações”.

Ultimamente, a entidade tem enfrentado dificuldades em relação ao controle das informações devido ao aumento significativo no volume do banco de dados. Com o intuito de agilizar o repasse aos compositores, intérpretes e músicos, a parceria entre o ECAD e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) deu origem a uma nova ferramenta, a CIA Rádio, um sistema de geração da amostragem de músicas captadas nas rádios por meio do reconhecimento da frequência sonora, que grava 24 horas por dia, em funcionamento em boa parte das emissoras das capitais brasileiras.

Esse processo, quando implementado em todo o país, também auxiliará a combater o problema da inadimplência de emissoras de rádios, pois ao fornecer o levantamento da programação, os artistas serão informados sobre a quantia que estão deixando de receber. Ano passado, o ECAD afirmou não ter obtido o repasse de R$ 33,6 milhões de reais provenientes das músicas executadas nas rádios, consequentemente, isso prejudicou os titulares dos direitos. São muitos os casos de artistas que se sentem lesados e afirmam que a instituição muitas vezes privilegia as  editoras e gravadoras em detrimento dos autores, e ao invés de cumprirem a função reguladora, acabam prejudicando-os.

Quando os artistas não recebem o valor devido pela execução de sua música, sobre quem recai a culpa? A reação imediata é culpar a entidade responsável por esse repasse, no entanto, o ECAD reforça em nota de esclarecimento que o desrespeito parte dos grandes usuários, que vão desde produtoras e casas de eventos à emissoras de rádio e TV, “que além de não pagarem pelos direitos de execução pública, também desrespeitam outro direito previsto em lei que é o de divulgar os nomes dos autores após a execução das obras musicais”. Do outro lado, as acusações ao ECAD já geraram CPI e audiências públicas para investigar supostas irregularidades no processo de arrecadação e distribuição de verbas de direito autoral pela entidade.

A função principal do Projeto PE Nova Música é valorizar a criatividade dos artistas por meio da realização de eventos para divulgar seus trabalhos, e assim contribuir para a consolidação do cenário atual da música autoral em Pernambuco. Dessa forma, acreditamos que, apesar do valor imensurável que uma canção pode representar para nós ouvintes, o repasse efetivo do valor arrecadado com a execução da música é de fundamental importância para o artista que a compõe. Um recurso de controle mais eficiente já foi criado, resta agora utilizá-lo de forma eficaz e justa para todos os envolvidos.

Texto elaborado pela Equipe do Blog PE Nova Música

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